Diz que uma tarde de verão, o príncipe absoluto das trevas bocapretianas, o soberano da amargura, estava a passar em seu cavalo negro, por um campo florido de papoulas, onde ventava uma leve porém consistente brisa.
Numa direção que nem mesmo ele sabia ir, eis que uma das flores, no meio do campo, chamou-lhe a atenção. Era maior que as outras e desabrochava em velocidade á olho nu. O jovem príncipe aproximou-se e ficou surpreso ao ver emergir um jovem de estatura mediana e belos traços faciais.
"Quem és tu?" - Perguntou o príncipe.
"Sou o filho do Opio, deus das alucinações, venho em uma missão, mas ainda não sei bem o que fazer nesta terra."- respondeu o jovem.
Ainda intrigado, mas fascinado, o príncipe lhe ofereceu guarida: "Não temas, estás comigo, príncipe dos Boca Preta, e de hoje em diante poderá morar no meu reino!"
Os jovens seguiram rumo ao reino da amargura, onde tornaram-se amigos tais como Apollo e Jacinto.
O jovem filho do deus Ópio, tornou-se uma importante figura no reino. Reconhecido por sua capacidade diplomática, logo foi nomeado a Conselheiro, mudando de posto para Ministro das Relações Diplomáticas e Exteriores. Sua sagacidade, amabilidade e educação inglesa/suiça só vem a somar na função que foi designada
Em missão a Sagolândia, tornou-se figura querida da imperatriz e demais membros do reino, onde suas visitas são muito festejadas. Nos dias atuais não tem aparecido muito, devidos a compromissos de trabalho e enlaces sentimentais, mas é sempre muito bem-vindo.
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